Quinta-feira, 26 Janeiro, 2023

Os 9 melhores locais para ver neve na Serra da Estrela

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Sempre que chegam os dias frios do Inverno, os portugueses rumam à Serra da Estrela em busca de neve. Tratando-se da montanha mais alta de Portugal Continental, são vários os locais onde é habitual nevar, embora em alguns deles a neve não dure muito tempo. No entanto, existem outros sítios onde ela se mantém durante vários dias.

Apesar de hoje já existir um local na Serra da Estrela com neve artificial durante vários meses, não há dúvidas que a neve natural continua a despertar muito mais curiosidade. Mesmo assim, relembramos que deve ter os cuidados necessários e respeitar as proibições de circular em algumas das estradas da serra quando cai algum nevão mais forte.

A lista que lhe trazemos inclui várias aldeias onde é possível desfrutar de um manto branco de neve no Inverno. No entanto, também é comum nevar em cidades situadas no interior da serra ou nos arredores, como Guarda, Covilhã, Gouveia ou Seia, por exemplo. Descubra alguns dos melhores locais para ver neve na Serra da Estrela.

1. Torre

Torre
Torre

A Torre é o ponto com maior altitude, não só da Serra da Estrela como também de Portugal Continental. É um local atrativo graças aos lençóis de neve formados no Inverno que permitem diversas práticas de desporto, enquanto no Verão é possível aproveitar uma vista até ao mar da Figueira da Foz.

2. Covão da Ametade

Covão da Ametade
Covão da Ametade

Sendo um dos locais mais simbólicos da região, Covão d’Ametade retrata uma depressão de origem glaciar e devido a toda a sua vegetação envolvente, esta é uma das zonas mais atrativas da Serra. Os amantes da natureza são os primeiros a apaixonarem-se, pois este é o sítio ideal para encontrar alguns momentos de paz, calma e tranquilidade no meio da natureza.

3. Penhas da Saúde

Penhas da Saúde
Penhas da Saúde

Penhas da Saúde, uma aldeia do concelho da Covilhã, é um local diferente de todos os outros. Localizada a 1500 metros de altitude, em pleno coração da Serra da Estrela, foi construída de raiz no final do século XIX para servir como refúgio para o tratamento da tuberculose com a ajuda dos ares puros e terapêuticos da serra.

O primeiro sanatório foi inaugurado em 1899 e destinava-se aos trabalhadores do sector ferroviário. Seria o início de uma série de obras de ampliação que criou uma aldeia onde nada mais existia antes dela. É que este lugar nunca antes tinha sido habitado antes da construção das primeiras unidades de tratamento de doenças respiratórias.

A fama dos bons ares da Serra da Estrela espalhou-se e, ao longo do século XX, foram construídos vários chalés de montanha, uma pousada da juventude e a Pousada da Serra da Estrela. E o certo é que, por se tratar de um aldeamento turístico, este local não é propriamente considerado como sendo uma aldeia.

4. Penhas Douradas

Penhas Douradas
Penhas Douradas

As Penhas Douradas foram descobertas numa expedição científica apenas nos finais do século XIX. A viagem tinha como intenção descobrir as melhores condições para o tratamento da tuberculose. O objetivo foi alcançado e foram aqui construídos chalets e estâncias termais.

Localizado a mais de 1500 metros de altitude, é um dos locais mais frios de Portugal e a neve é uma visita frequente. A paisagem circundante também ajuda a tornar o local um dos preferidos de quem procura mantos brancos no Inverno: grandes blocos de granito e florestas de pinheiro bravo dominam as vistas.

5. Vale do Rossim

Vale do Rossim
Vale do Rossim

Em pleno coração da Serra, mais precisamente em Penhas Douradas, pode-se deparar com o maior vale glaciar da Europa: o Vale do Rossim.

Está inserido na Reserva Biogenética do Parque Natural da Serra da Estrela e no Verão, recebe vários turistas para usufruírem da praia fluvial na lagoa. É um local com beleza única que permite a realização de várias atividades como o rappel, a canoagem e os passeios pedestres.

6. Vale Glaciar do Zêzere

Vale Glaciar do Zêzere
Vale Glaciar do Zêzere

Com 13 quilómetros de extensão, que vão desde a nascente do Zêzere até à vila de Manteigas, este é um dos vales glaciares mais longos da Europa. O seu aspeto peculiar, em forma de U, foi moldado por um antigo glaciar há quase 20 mil anos.

Hoje, o seu leito é percorrido por um pequeno curso de água que alimenta as pastagens verdejantes onde os animais se deleitam. Mesmo ao lado, pode optar por um passeio pela deslumbrante Rota das Faias.

7. Sabugueiro

Sabugueiro
Sabugueiro

É uma das aldeias mais altas de Portugal e encontra-se a 1200 metros de altitude, em pleno Parque Natural da Serra da Estrela. A aldeia do Sabugueiro teve origem nos abrigos provisórios dos pastores, uma vez que era ali que encontravam belas pastagens para os seus rebanhos, num local de rara beleza.

O Sabugueiro é uma das maiores freguesias no Parque Natural da Serra da Estrela, e destaca-se não só pela sua elevada localização, mas também pelos seus recursos naturais e património. Assim, a aldeia é um dos melhores pontos de partida para conhecer não só a Serra da Estrela, mas também a região envolvente. 

8. Folgosinho

Folgosinho
Folgosinho

Esta é uma daquelas localidades portuguesas que toda a gente deveria visitar pelo menos uma vez na vida. Folgosinho, no concelho de Gouveia, não é apenas uma das mais bonitas aldeias da Serra da Estrela. É também uma das mais carismáticas e mais pitorescas. Além disso, está repleta de património e de lendas (que vão desde Viriato a Afonso Henriques).

Os séculos de isolamento a que esteve sujeita moldaram a aldeia e a sua população. E apesar de hoje já ter chegado a modernidade, continuam a poder ver-se, por vezes, os rebanhos a ir para os pastos ou as mulheres a ir buscar água às fontes. Folgosinho soube evoluir preservando o que tem de mais genuíno e especial.

9. Loriga

Loriga
Loriga

Fica no concelho de Seia, em plena Serra da Estrela e chamam-lhe a “Suíça Portuguesa”. Falamos de Loriga, um dos locais mais carismáticos da montanha mais alta de Portugal Continental e que contém em si própria toda a alma desta região. As paisagens ao seu redor fazem realmente lembrar as montanhas da Suíça, mas Loriga é portuguesa, com certeza.

Dentro de Loriga, existe também um vasto património que vale a pena explorar com calma. A melhor forma de conhecer a vila é deambulando pelos seus becos e ruelas e ir encontrando, aos poucos, os seus numerosos fontanários, as suas igrejas e capelas e o seu pelourinho. Existe ainda uma ponte romana sobre a Ribeira das Naves e um troço de calçada romana.

Diana Santos
Diana Santos
Nascida e criada em Barcelos, foi no Porto que estudou jornalismo mas chama casa à cidade de Guimarães. Alia o gosto pela escrita à sua paixão por viagens.

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