Segunda-feira, 16 Janeiro, 2023

Os 10 locais mais paradisíacos do Gerês

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O Parque Nacional Peneda Gerês é o grande símbolo natural de Portugal. É aqui, no extremo norte do país, que se concentra uma das zonas naturais mais ricas e que se estende por 4 serras: Peneda, Soajo, Amarela e Gerês. A sua área é enorme e nem todos os locais podem ser visitados e por isso ainda existem muitos locais secretos para descobrir.

Alguns destes sítios são apenas conhecidos pelos moradores locais e é importante que assim seja, já que seria um erro transformá-los num local de turismo de massas. Para o bem do parque e para o bem de todos nós, é importante que alguns dos locais mais paradisíacos do Gerês continuem fora dos radares turísticos.

Por isso mesmo, aquilo que lhe mostramos nesta lista são os sítios que pode, efetivamente, visitar. Mas não se esqueça de respeitar a natureza que o rodeia. Descubra alguns dos locais mais paradisíacos do Gerês.

1. Poço Negro do Soajo

Poço Negro do Soajo
Poço Negro do Soajo

É uma das mais famosas e bonitas lagoas do Gerês. Localizado bem perto do Soajo, o Poço Negro tem águas puras e cristalinas, embora um pouco frias. Tem uma profundidade de cerca de 5 metros, pelo que se aconselha algum cuidado (especialmente se não souber nadar).

Se tiver coragem, pode saltar para a lagoa de uma altura de quase 10 metros. Divirta-se! Mas, no final, deixe tudo limpo e leve o lixo consigo. E, acima de tudo, não faça nada que possa colocar em risco a sua própria segurança.

2. Geira Romana

Geira Romana
Geira Romana

No Parque Nacional da Peneda-Gerês, concelho de Terras de Bouro, perdura no tempo uma relíquia histórica que vale a pena conhecer. A Geira, Via Nova ou Via Romana XVIII – três nomes pelos quais é conhecida – é uma estrada romana pertencente ao itinerário de antonino, e a mais bem preservada na Península Ibérica.

Estima-se que esta rede de acessos tenha sido construída pelos romanos no século I d.C., e que antigamente se desenrolasse por mais de 318 km, ligando Braga (Bracara Augusta) à cidade espanhola de Astorga (Asturica Augusta). Hoje, restam apenas cerca de 40 km desta estrada.

3. Poço Verde de Fafião

Poço Verde de Fafião
Poço Verde de Fafião

Há quem lhe chame Poço Verde do Gerês mas isso seria muito redutor. Afinal de contas, não faltam poços verdes em todo o parque. Este, em particular, localiza-se no Rio Fafião, perto da aldeia com o mesmo nome.

Ganhou fama nos últimos anos e começa a ter cada vez mais gente, mas se escolher o dia certo e tiver um pouco de sorte, talvez tenha o privilégio de o ter apenas para si.

4. Mata da Albergaria

Lagoas da Mata da Albergaria
Lagoas da Mata da Albergaria

Se há local que parece saído de um conto de fadas, onde quase esperamos encontrar em cada recanto um ser mitológico, esse local é a Mata da Albergaria, no Gerês.

É um local quase mágico, com árvores seculares, ribeiros de águas cristalinas com lagoas e cascatas e até caminhos construídos pelos romanos. É um dos locais mais especiais do Parque Nacional da Peneda Gerês.

5. Cascata do Arado

Cascata do Arado
Cascata do Arado

Um pouco antes de chegar ao Rio Cávado, o Rio Arado entra em rebuliço: desenha uma sucessão de lagoas, intercaladas por pequenas quedas de água, até à maior e mais bonita de todas: a Cascata do Arado. Por ser de fácil acesso, é uma das mais concorridas cascatas do Gerês.

Mas o que importa isso se o cenário é deslumbrante? E para contemplar ainda melhor esta obra de arte da natureza, existe um pequeno trilho que conduz a um miradouro frontal à cascata. As águas são verdes e cristalinas e convidam a um banho refrescante.

6. Cascata da Portela do Homem

Cascata da Portela do Homem
Cascata da Portela do Homem

O nome oficial é Cascata de São Miguel, embora também seja conhecida por Cascata do Rio Homem. Mas quase todos lhe chamam Cascata da Portela do Homem. É uma das mais visitadas do Parque Nacional Peneda Gerês e o motivo é simples: o seu fácil acesso atrai muitos curiosos.

Em dias mais quentes, é possível refrescar-se nas águas da sua lagoa, límpidas e puras, e deslumbrar-se com a paisagem circundante. Afinal de contas, esta é uma das cascatas mais bonitas do Gerês.

7. Poço do Teixo

Poço do Teixo
Poço do Teixo

É quase um mistério a razão pela qual esta pequena maravilha é quase desconhecida pelas pessoas que visitam o Gerês. É que o Poço do Teixo fica mesmo ao lado da Cascata do Arado, mas passa despercebido por todos aqueles que se maravilham tanto com esta cascata que aqui ficam e não exploram as redondezas.

Para chegar ao Poço do Teixo é muito simples: siga precisamente na direção contrária à Cascata do Arado, em direção ao Miradouro das Rocas. O Poço do Teixo fica um pouco antes do miradouro.

8. Poço Azul

Poço Azul
Poço Azul

Já foi uma das cascatas mais secretas do Gerês. E embora continue a ser difícil encontrar muita gente no Poço Azul, a verdade é que o local é tão pequeno que, com apenas uma dezena de pessoas, já parece lotado.

Por isso mesmo, se quiser experimentar o privilégio de ter uma lagoa só para si, mais vale pensar em ir à Cascata do Poço Azul durante a semana (e partir bem cedo porque o caminho é longo). É uma das cascatas mais remotas do Gerês, o que garante que irá aventurar-se mesmo pelo interior do parque, onde só é possível ir a pé. Mas acredite: a caminhada vale bem a pena!

9. Lagoa dos Druidas

Lagoa dos Druidas
Lagoa dos Druidas

É uma das lagoas mais secretas do Gerês. Fica bem perto da aldeia de Tibo, freguesia de Gavieiras. A melhor forma de chegar até ela é seguindo um dos trilhos mais bonitos do parque, o trilho da Mistura das Águas.

A Lagoa dos Druidas é um pequeno recanto no meio do paraíso onde se pode refrescar numa tarde quente de Verão. As águas são límpidas e cristalinas. E bem perto pode também visitar as fechas do Malho, outro paraíso quase secreto do Parque Nacional Peneda Gerês.

10. Poças do Malho

Poças do Malho
Poças do Malho

As Poças do Malho são 4 poços bem fundos com 4 belas quedas de água no Rio Castro Laboreiro, mais ou menos entre a Mistura das Águas (ponto em que o Rio Peneda se encontra com o Laboreiro) e Ribeiro de Baixo. Servem de fronteira entre Portugal e Espanha.

A melhor forma de chegar até este local é pelo lado espanhol, numa rota que tem início quando quando a estrada que liga Olelas à Mistura das Águas termina. Decorre sempre do lado direito do Rio Laboreiro, no lado espanhol do Parque Nacional Peneda Gerês.

Diana Santos
Diana Santos
Nascida e criada em Barcelos, foi no Porto que estudou jornalismo mas chama casa à cidade de Guimarães. Alia o gosto pela escrita à sua paixão por viagens.

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